Matriz de Santa Teresa de Ávila

A construção da Matriz de Santa Teresa em Teresópolis (RJ), data da segunda metade do século XIX, do ano de 1855. Em 1855, na Praça Provincial, depois Santa Teresa, atual Praça Baltasar da Silveira, iniciava-se a construção da capela da Várzea, sob a proteção de Santa Claudiana depois Santa Teresa de Ávila, padroeira da paróquia e da cidade de Teresópolis. Para a construção da antiga igreja da Várzea, ou da Vargem, era conhecido uma ajuda financeira, pelo decreto de 26 de Dezembro de 1871, assinado por Jasino do Nascimento Silva, do conselho de sua majestade, o Imperador.

Foi demolida em 1927, por estar em péssimo estado de conservação e não mais atender ao grande número de fiéis. A construção da atual Matriz de Santa Teresa, foi iniciada sob cuidados do Cônego Bento Humberto Guilherme Maussem. Neste período missas e outros ofícios eram celebrados em residências particulares.

Nos anos 30, embora precariamente, começou em a nova Igreja de Santa Teresa a ser utilizada e, em 1939, falece o Cônego Bento Maussen. Seu corpo foi sepultado na igreja, atrás do altar-mor, numa mármore branco. Sobre o chão liso, encontra-se inscrições com seu nome e as datas do seu nascimento e seu falecimento. A nova matriz foi inaugurada em 1940

A Matriz, em estilo neo-gótico, tem na fachada principal, em destaque, a volumetria da torre. No térreo, sua porta de entrada, em arco ogival, possui sobrecarga triangular. Acima da porta, uma rosácea. Coroando-se este corpo, torre encimada por cruz. As laterais são compostas de contrafortes entremeados por vitrais tchecos, em verga ogival, coloridos, apresentando cenas bíblicas. Os detalhes e ornatos são em mármore e o restante da fachada com revestimento em pó de pedra. No interior do atrativo, presença de altar-mor nave única em cuja lateral direita presença de quatro altares laterais em mármore e do lado esquerdo, três altares laterais, também em mármore onde estão dispostas várias imagens de santos. A Matriz ainda possui duas sacristias, um coro e dois confessionários. Próximo de um deles, as imagens de Santo Antônio de Lisboa e do Cristo carregando a cruz, ambas em madeira medindo um metro.

A capela tinha o nome de Santa Claudina.

Os vitrais retratam diversas passagens dos evangelhos, como a Sagrada Família, o nascimento de Jesus, escolha dos apóstolos, o batismo de Jesus, multiplicação dos pães e peixes, Jesus entre os doutores, Jesus perante Pilatos, a Crucificação, a Ressurreição, a Última Ceia, as Bodas de Caná e Jesus com as crianças, no total de doze vitrais.